Jerome Lejeune e a OMS: uma instituição para a morte

Jerome Lejeune foi um geneticista que descobriu, em 1959, a presença de um cromossomo extra no DNA de crianças com Síndrome de Down, e isso fez com que seu nome se tornasse referência no campo da genética. Em 1962, Lejeune foi nomeado especialista em genética humana na Organização Mundial da Saúde (OMS) e, em 1964, tornou-se Diretor do Centro Nacional de Investigações Científicas da França. Ainda em 1964 foi criada para ele a Faculdade de Medicina da Sorbonne, a primeira cátedra de Genética fundamental. Assim, em poucos anos, Lejeune tornou-se o candidato favorito a receber o Prêmio Nobel de Medicina.

No entanto, todo o reconhecimento por seu esplêndido trabalho, e toda a renomada influência que vinha exercendo no meio científico, acabou na década de 1970. O motivo? Lejeune se posicionou ferozmente contra o projeto de lei para legalização do aborto.

O ponto alto da sua “decaída científica” ocorreu em uma reunião da OMS, ainda em 1970, que tentava justificar a legalização do aborto para evitar abortos clandestinos. Nesta reunião, Lejeune se referiu à OMS desta forma: “eis aqui uma instituição de saúde que se tornou uma instituição para a morte“. Nesta mesma tarde, ele escreveu para sua esposa e filha, dizendo: “hoje eu joguei fora o Prêmio Nobel“.

Esta mesma organização, a OMS, considera que a gravidez inicia com a implantação do embrião no endométrio, e não com a concepção. Ou seja, esta organização alterou a definição tradicional de gravidez, baseando-se na re-definição de gravidez feita pela Faculdade Americana de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) em 1972.

Esta re-definição considera o “critério de viabilidade” por causa das práticas de reprodução artificial, que distinguem embriões viáveis de não-viáveis, ou seja, que possuam ou não as condições necessárias para serem implantados no útero materno. Como muitos processos de fecundação in vivo e in vitro dão origem à embriões que não são capazes de se implantar no endométrio, decidiu-se que a gravidez tem início neste processo de implantação, excluindo os dias anteriores à ele.

Esta modificação de definição de gravidez é imprescindível para falarmos do efeito contraceptivo ou abortivo dos anticoncepcionais, uma vez que a OMS classifica o aborto como interrupção da gravidez, mas considera que a gravidez começa na implantação. Sendo assim, de acordo com esta organização, interromper a gravidez antes da implantação não classifica um aborto. Seguindo esta linha, uma vez que não há definição para a eliminação do embrião antes de sua implantação, diz-se que este mecanismo também faz parte de um mecanismo contraceptivo, ampliando-se, assim, este conceito.

Hoje temos ampla divulgação, por parte do Ministério da Saúde, que o DIU não é abortivo, e também que a pílula do dia seguinte não é abortiva. Neste documento a respeito da contracepção de emergência, este ministério rechaça profissionais da saúde que defendem cientificamente os abortos ocultos causados por estes métodos. Curiosamente, o organizador deste documento já realizou mais de 600 abortos legais.

Infelizmente, nossas organizações oficiais de saúde têm trabalhado em favor da legalização do aborto em todo o mundo; chegando ao ponto de re-definir o conceito de gravidez para que esta polêmica não chegue aos métodos contraceptivos, que são amplamente utilizados no mundo todo e geram bilhões de dólares. Porém, felizmente vemos surgir vozes fortes, que gritam mais alto para defender a vida do ser humano, pois sabem que nem mesmo um Prêmio Nobel vale mais que isso.

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