5 pontos que você precisa considerar sobre o DIU

Em geral, informações acerca do DIU podem parecer controversas. Esse texto visa esclarecer o mecanismo de ação do DIU e o porquê das opiniões divergentes sobre ele.

  1. O que é o DIU

O DIU (dispositivo intrauterino) é um pequeno dispositivo plástico (polietileno) que é colocado dentro do útero da mulher para impedir a gravidez. Ele contém cobre ou hormônio.

  1. Como funciona

 O DIU hormonal contém progesterona, que é lentamente liberada e interfere no desenvolvimento do endométrio, fazendo com que o mecanismo primário deste agente seja o impedimento da implantação do embrião no útero. Ele também altera a secreção natural do útero, dificultando a chegada do espermatozóide até o óvulo. Abaixo é possível observar que a bula do DIU (nesse caso, o Mirena), é clara ao definir o mecanismo de ação:

http://www.anvisa.gov.br/datavisa/fila_bula/frmVisualizarBula.asp?pNuTransacao=18774942017&pIdAnexo=9283077

Veja também o que diz o site oficial do DIU Mirena:

Disponível em: https://www.mirena-us.com/q-and-a/

DIU de cobre provoca uma reação inflamatória no endométrio, prejudicando a implantação do embrião no útero. Por sua toxicidade, ele também interfere na viabilidade dos gametas.

O mecanismo de ação é ainda mais controverso quando se trata do DIU de Cobre, uma vez que as informações são sutis, inclusive nas bulas. Vejamos um trecho da bula do DIU T-380A (ParaGard):

https://www.paragard.com/pdf/PARAGARD-PI.pdf

O primeiro ponto a ressaltar é que a bula não deixa claro que a reação inflamatória que acontece no útero não é tóxica apenas aos espermatozóides, mas também ao embrião que porventura seja concebido. No entanto, essa informação está sutilmente inserida na frase seguinte, que afirma que o DIU impede o desenvolvimento posterior do ovo. “Ovo” significa óvulo fecundado. Nesse caso, o efeito tóxico pode matar esse óvulo fecundado antes mesmo que ele chegue ao útero para se implantar. Caso ele chegue ao útero vivo, encontrará ali um ambiente hostil com processos inflamatórios que o impedirão de se implantar. Apesar de não ter usado a palavra “implantação”, a bula descreve, nas entrelinhas, que ele prejudica a implantação.

  1. Efeitos colaterais do DIU

O DIU pode causar desde sangramento irregular até perfuração do útero.

  1. O DIU é abortivo?

Abortivo é um agente que causa um aborto por impedir a continuação do desenvolvimento de uma nova vida recém concebida. Esse impedimento é feito de maneiras muitas vezes drásticas, e de outras mais sutis. Ou seja, todas as medidas usadas para impedir o desenvolvimento de uma nova vida humana desde seus estágios mais iniciais de desenvolvimento, produz um aborto.

Se analisarmos a informação por vezes difundida – embora errônea – de que a gravidez inicia apenas após a implantação do embrião no útero, poderia fazer sentido dizer que o DIU não é abortivo. No entanto, se há uma extensa informação científica caracterizando o início da nova vida humana quando da fertilização, e estando claro que o DIU impede a implantação, verdade seja dita: o DIU, seja hormonal ou seja de cobre, é abortivo.

  1. Fertilização ou implantação?

Os dois principais processos que ocorrem no início da formação de uma nova vida humana são:

  1. O esperma alcança o óvulo e aí acontece a fertilização.
  1. Esse óvulo fertilizado chega no útero e se implanta para continuar se desenvolvendo.

Já é fato consumado pela ciência que, no momento da fertilização se dá a origem de um novo ser humano. O que acontece entre o momento da fertilização e a implantação do embrião no útero é uma série de divisões celulares que fazem parte do desenvolvimento dessa nova vida humana. No entanto, esse embrião – que, inclusive, já tem seu próprio DNA – ainda não está no útero da mulher, está na trompa. Isso porque a fertilização acontece na trompa, e então, o óvulo fertilizado atravessa a trompa até chegar no útero. Ou seja, nós já começamos a nos desenvolver como ser humano antes de chegar no útero. Isso foi recentemente reafirmado e aprofundado através de um estudo recente publicado pela revista Nature, do qual já escrevi um artigo sobre. Esse estudo recente desmistifica a ideia de que a gravidez começa na implantação e ressalta a gravidade de métodos “contraceptivos”, como o DIU, que interferem com a implantação e, de maneira sutil e oculta, causam aborto.

Estes 5 pontos são apenas um brevíssimo resumo de informações acerca do tema. Há diversos interesses de organizações e indústrias farmacêuticas em manter algumas informações não muito claras. Muitos dos efeitos (inclusive, colaterais) dos contraceptivos ainda estão sendo estudados, por isso, cabe à ciência aprofundar e disseminar informações corretas e claras; livre de influências e interesses de organizações e indústrias. E cabe a nós nos aprofundarmos no assunto, para que cada vez mais mulheres saibam o que estarão fazendo caso optem pelo uso do DIU.

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6 Comentários

  1. Parabéns pelo texto, porém tem uma informação errada, o DIU não é abortivo. É um método contraceptivo que, por sua presença física e efeitos no útero, impede o encontro do óvulo com o espermatozóide. Ou seja, o DIU AGE ANTES DO PROCESSO DE FECUNDAÇÃO DO OVULO, não havendo razões para a associação.

    fonte:
    Blog da Saúde – Ministério da Saúde.
    Esclarecendo mitos sobre o DIU de cobre
    http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/52406-esclarecendo-mitos-sobre-o-diu-de-cobre

    1. Olá, obrigada por comentar! Infelizmente, o ministério da saúde segue grandes organizações como a Organização Mundial da Saúde, que considera que a gravidez inicia com a implantação do embrião no endométrio, e não com a concepção. Ou seja, esta organização alterou a definição tradicional de gravidez, baseando-se na re-definição de gravidez feita pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) em 1972. Esta re-definição considera o “critério de viabilidade” por causa das práticas de procriação artificial, que distinguem embriões viáveis de não-viáveis, ou seja, que possuam ou não as condições necessárias para serem implantados no útero materno. Como muitos processos de fecundação in vivo e in vitro dão origem à embriões que não são capazes de se implantar no endométrio, decidiu-se que a gravidez tem início neste processo de implantação, excluindo os dias anteriores à ele. Esta modificação de definição de gravidez é imprescindível para falarmos de efeito contraceptivo ou abortivo de métodos contraceptivos (como pílulas, pílula do dia seguinte, DIU etc), uma vez que a OMS classifica o aborto como interrupção da gravidez, mas considera que a gravidez começa na implantação. Sendo assim, de acordo com esta organização, interromper a gravidez antes da implantação não classifica um aborto. Seguindo esta linha, uma vez que não há definição para a eliminação do embrião antes de sua implantação, diz-se que este mecanismo também faz parte de um mecanismo contraceptivo, ampliando-se, assim, este conceito. Assim, o termo “contracepção” impede a concepção, mas também inclui a eliminação de um embrião já concebido, que é VIDA.

  2. ANTICONCEPCIONAIS ABORTIVOS: UMA REALIDADE POUCO CONHECIDA!

    Pouquíssimos são os que sabem que quase todos os anticoncepcionais algumas vezes (ou quase sempre, dependendo do tipo), ao invés de impedir a concepção, deixam que ela ocorra e causam aborto do ser humano concebido, logo nos primeiros dias de sua vida. Como o aborto acontece durante os primeiros dias, ele é imperceptível: a mãe nem sequer fica sabendo que concebeu, nem tampouco que abortou, pois o embrião é ainda muito pequeno e a gravidez não é aparente.

    Hoje sabe-se (embora muitos não queiram admitir) que todo DIU, seja de cobre ou não, não impede a ovulação (amadurecimento do óvulo), mas é essencialmente abortivo.

    A pílula do dia seguinte (”contraceptivo” de emergência) raramente impede a concepção, mas provoca o sangramento do endométrio (tecido que reveste o útero) e consequentemente a morte (aborto) do ser humano concebido. O nome contraceptivo lhe é impróprio.

    Todas as outras pílulas, além de serem anticoncepcionais, são também abortivas. Elas são anovulatórias, isto é, impedem a ovulação. Entretanto, nem sempre elas conseguem impedir a ovulação, possibilitando assim, que haja a concepção. Porém, como a pílula provoca uma alteração no endométrio geralmente ele se torna impossibilitado de impedir a nidação (alojamento no útero do novo ser concebido), provocando então, o aborto. As pílulas de baixo teor hormonal são ainda mais abortivas, pois a dosagem hormonal necessária para provocar o aborto é menor que a necessária para impedir a ovulação.

    Também outros anticoncepcionais tais como a depo-provera (injeções), o norplant (implantes), podem provocar de forma semelhante, abortos imperceptíveis.

    Embora mais raro, também as cirurgias de esterilização feminina, se não forem praticadas após um parto, poderão causar aborto caso tenha havido concepção no mesmo dia ou poucos dias antes da cirurgia.

    Concluindo, um mesmo anticoncepcional pode atuar de três maneiras distintas: 1) impedindo a concepção 2) não impedindo a concepção mas provocando aborto 3) falhando na anticoncepção e também no aborto, quando então o casal se surpreende com um filho ”inesperado”.

    Estas horríveis realidades são desconhecidas porque são abafadas, são escondidas cuidadosamente e até mesmo negadas, pois se viessem a ser amplamente conhecidas, isto prejudicaria os que se beneficiam com os lucros gigantescos da indústria anticoncepcional, além de atrapalhar planos e empreendimentos de várias outras poderosas fundações ou organizações que visam ao controle de natalidade em âmbito mundial.

    Além disso, se cremos realmente que o dom da vida é dado por DEUS e que os pais devem ser apenas colaboradores, instrumentos dEle na transmissão da vida, devemos admitir que o uso de contraceptivos, pelo fato de tornarem o ato conjugal fechado à vida, podem impedir a concepção de um filho que DEUS quisesse dar ao casal. Obviamente o mesmo se pode dizer quanto à esterilização.

    A Igreja ensinou sempre a malícia intrínseca da contracepção mas permite o uso de métodos naturais de regulação da fertilidade quando há motivos justos para espaçar ou evitar a concepção, pois permitem espaçar os filhos sem fechar o ato conjugal ao dom da vida, respeitando assim, o dom da vida e sua transmissão, a fertilidade, a natureza e a saúde. O método Billings apresenta 99% de eficácia ao ano.

    Vários livros de planejamento familiar natural podem ser facilmente encontrados em livrarias tais como a Paulus, Paulinas, etc. Há também cursos ministrados pelo Centro Natural de Planejamento da Família – CENPLAFAM. Ver também http://www.cenplafam.com e http://www.woomb.org.

    Fontes de pesquisa:
    1- Pontifício Conselho para Agentes da Saúde.: Carta aos agentes de saude.
    2- Pontifício Conselho para as Famílias.: Evoluções Demográficas.
    3- França, Genival Veloso.: Medicina Legal, 2a ed, pgs. 192-193. Ed. Guanabara Koogan, 1985.
    4- Billings, John.: O Dom Da Vida E Do Amor, pgs. 57-58. Ed Loyola, 1995.
    5- Na internet.: http:providafamilia.org (site da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família)

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